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28.9.09

Eros & Afrodite: Acredite, nao minto: O Mito Omito

"Erosoterica"


"Erosoterica"

Introduçao

A mitologia sempre existiu nos sonhos e na vida de todos os seres humanos.
Porque algo de divino existe no homem, desde os primordios, dentro
de sua existencia. Sao os homens divindades disfarcadas
de seres carnais?Eros é a força positiva cósmica que surge para integrar, unir. É a força que mantém o cosmos em ação. A palavra Eros, etmologicamente, traduz a idéia de aquecer, abrasar, e está ligada ao elemento fogo. A passagem da existência ao cosmos é feita pela ação de Eros, pois que através dele que as coisas se organizam.

Eros é uma força que vem para unir, para acasalar, daí surgir a idéia do desejo. Ele penetra em tudo e se perpetua, invade a natureza, porque sem ele não há procriação, e portanto não há vida. A impulsão do amor vem de Eros. É uma força que se impõe. Sem ele não vivemos. Eros é desejo, é força, é delírio, é ação.
E, então, surge Afrodite. Ela vem para sublimar essa força instintiva, trazendo o princípio da humildade, pois, ao contrário de Eros, que nasceu do elemento fogo, ela surge, magnífica, imaculada das águas. É o amor recíproco, em condições de igualdade. Ela suaviza, impõe limites a Eros, que se integra ao seu cortejo. Afrodite vem para governar tudo aquilo que precede ao fruto.

Eros é o deus que exige, toma, pega, rapta e violenta. Afrodite, ao contrário, tem em si a arte do encontro. Deusa da alquimia amorosa, funde as partes num todo maior, onde não há a preponderância de um sobre o outro.

O rebaixamento da sensualidade e da sexualidade de Afrodite, como temos absorvido, até os nossos tempos, inclusive a triste banalização do sublime ato de amor para a concepção humana, permitiu a liberação de Eros. A mulher passou a ser considerada a tentação, uma ameaça, um pecado.Com isso, Eros passou a dominar sozinho.

Por isso, a sociedade vive os tempos modernos em ‘frisson’, com o frenesi constante e a busca incessante de novidades, em contínua insatisfação, e é submetida ao prazer momentâneo, colocando a felicidade na satisfação passageira e no consumo descartável.

É o Eros sem freios e sem limites, correndo às soltas por entre os homens, que perambulam pela Terra, desesperados, à procura de sua divindade perdida, pois que um dia sabiam ser imortais, e agora, como esqueceram de sua divina potencialidade, vivem o momento com o ardor do fogo que devora tudo o que vê, consumindo a sua própria existência..

Até que Eros, por acidente, espeta-se em suas flechas, enfeitiçadas de amor, e se apaixona pela bela Psiché, que tem de enfrentar a fúria da ciumenta mãe de Eros, Afrodite, que encontra em sua rival uma beleza terrena, difícil de ser aceita pela imortal deusa da beleza e do amor.

Mas isso é uma outra história...



Os pólos opostos, em uma dança cósmica, interna e externa, unem-se de forma a se complementar, na fusão mágica da alquimia, num envolvente movimento entre o masculino e o feminino.

A sensualidade, o lirismo e o erotismo, são os ingredientes da alma feminina, que acabam por ser explorados em suas possibilidades mais significativas, enriquecendo o ser humano com a beleza do lado sensível e poético do Universo.

E o Eros, que faz as pazes com Afrodite, não é mais um cupido rebelde e teimoso, pois que este esta apaixonado. É o intuitivo, a energia, a força impulsionadora que movem aquilo que não se vê, traduzindo o Universo do desejo e aflorando a importância do ser dentro do contexto total da realidade cósmica e universal.

(Trechos do livro "Erosoterica" Livro de versos e reversos, de diversos inversos, em um universo de regressoes e disgressoes, chegando a cúspide em um movimento curvilíneo de contornos e retornos cristalinos.)





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