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23.8.17

Prélude à l'après-midi d'un faune (Prelúdio à tarde de um Fauno)

Assisti ao filme Pedro Malasartes e o Duelo com a Morte e qual minha surpresa ao escutar o Prelude de L'Apres Midi d'un Faune logo de l'experience de l'apres ou presque Mort, ou a experiência de QUASE morte, de Malasartes. Esse personagem do folclore brasileiro nos remete ao Arlequim e a trilha sonora de faroeste me recorda às aventuras e melodiosos temas de Ennio Morricone. Engraçado como tudo está aí. Assim como em meu livro e a supra realidade e superrealismo do aniversariante do dia de ontem (como um preludio mesmo, do que esta por vir, daquilo que antecede o que vem a ser), o compositor francês Claude Debussy. E para resumir um pouco toda essa fantástica viagem ao Universo dos sonhos lúcidos e reais demais para serem tomados à revelia aqui tenho meu livro ARLEQUIM que de Pedro Malasartes há muitos nas estribeiras da vida:

A Ballet I made for Clair de Lune

28.9.09

Eros & Afrodite: Acredite, nao minto: O Mito Omito

"Erosoterica"


"Erosoterica"

Introduçao

A mitologia sempre existiu nos sonhos e na vida de todos os seres humanos.
Porque algo de divino existe no homem, desde os primordios, dentro
de sua existencia. Sao os homens divindades disfarcadas
de seres carnais?Eros é a força positiva cósmica que surge para integrar, unir. É a força que mantém o cosmos em ação. A palavra Eros, etmologicamente, traduz a idéia de aquecer, abrasar, e está ligada ao elemento fogo. A passagem da existência ao cosmos é feita pela ação de Eros, pois que através dele que as coisas se organizam.

Eros é uma força que vem para unir, para acasalar, daí surgir a idéia do desejo. Ele penetra em tudo e se perpetua, invade a natureza, porque sem ele não há procriação, e portanto não há vida. A impulsão do amor vem de Eros. É uma força que se impõe. Sem ele não vivemos. Eros é desejo, é força, é delírio, é ação.
E, então, surge Afrodite. Ela vem para sublimar essa força instintiva, trazendo o princípio da humildade, pois, ao contrário de Eros, que nasceu do elemento fogo, ela surge, magnífica, imaculada das águas. É o amor recíproco, em condições de igualdade. Ela suaviza, impõe limites a Eros, que se integra ao seu cortejo. Afrodite vem para governar tudo aquilo que precede ao fruto.

Eros é o deus que exige, toma, pega, rapta e violenta. Afrodite, ao contrário, tem em si a arte do encontro. Deusa da alquimia amorosa, funde as partes num todo maior, onde não há a preponderância de um sobre o outro.

O rebaixamento da sensualidade e da sexualidade de Afrodite, como temos absorvido, até os nossos tempos, inclusive a triste banalização do sublime ato de amor para a concepção humana, permitiu a liberação de Eros. A mulher passou a ser considerada a tentação, uma ameaça, um pecado.Com isso, Eros passou a dominar sozinho.

Por isso, a sociedade vive os tempos modernos em ‘frisson’, com o frenesi constante e a busca incessante de novidades, em contínua insatisfação, e é submetida ao prazer momentâneo, colocando a felicidade na satisfação passageira e no consumo descartável.

É o Eros sem freios e sem limites, correndo às soltas por entre os homens, que perambulam pela Terra, desesperados, à procura de sua divindade perdida, pois que um dia sabiam ser imortais, e agora, como esqueceram de sua divina potencialidade, vivem o momento com o ardor do fogo que devora tudo o que vê, consumindo a sua própria existência..

Até que Eros, por acidente, espeta-se em suas flechas, enfeitiçadas de amor, e se apaixona pela bela Psiché, que tem de enfrentar a fúria da ciumenta mãe de Eros, Afrodite, que encontra em sua rival uma beleza terrena, difícil de ser aceita pela imortal deusa da beleza e do amor.

Mas isso é uma outra história...



Os pólos opostos, em uma dança cósmica, interna e externa, unem-se de forma a se complementar, na fusão mágica da alquimia, num envolvente movimento entre o masculino e o feminino.

A sensualidade, o lirismo e o erotismo, são os ingredientes da alma feminina, que acabam por ser explorados em suas possibilidades mais significativas, enriquecendo o ser humano com a beleza do lado sensível e poético do Universo.

E o Eros, que faz as pazes com Afrodite, não é mais um cupido rebelde e teimoso, pois que este esta apaixonado. É o intuitivo, a energia, a força impulsionadora que movem aquilo que não se vê, traduzindo o Universo do desejo e aflorando a importância do ser dentro do contexto total da realidade cósmica e universal.

(Trechos do livro "Erosoterica" Livro de versos e reversos, de diversos inversos, em um universo de regressoes e disgressoes, chegando a cúspide em um movimento curvilíneo de contornos e retornos cristalinos.)





3.7.09

Teresa de la Cruz

Parece que agora as biografias esta em alta na tela grande, finalmente os fanaticos da setima arte vao poder apreciar verdadeiras joias da nossa historia. Sao historias reais sem ladainhas ou fantasias especiais. Diz a verdade crua e nua, a dura vida de pessoas simples e comuns (ou nao tao comuns assim) mas que viveram suas vidas nao de maneira ordinaria, mas tentando viver um sonho e transforma sua relaidade em algo mais que ficcao.


Minha Homenagem a Teresa de la Cruz

Este filme de semana tenho planejado ver o filme chileno "Teresa" sobre uma escritora nascida no seculo retrasado mas tao fatual quanto moderno, um conto que de fadas nao poderia estar mais longe, apesar da verdadeira Teresa haver sido considerada um anjo por todos que tiveram a bencao de passar por sua vida. Tambem ha um outro filme que quero muito ver "Jean Charles" sobre o brasileiro que foi assassinado a sangue frio pela policia de investigacao britanica. Suas historia agora se revela eterna na fita magnetica refletida em nossos olhos pela tela grande.

16.10.08

Dança na balança



Uma vez, uma professora de Ballet em uma classe onde eu frequentava disse a uma aluna que não conseguia fazer um movimento que requeria muito equilibrio: "Nada e impossivel para uma bailarina." Talvez foi dahi que realmente quis ser uma bailarina, já que nada seria impossivel... Mas a poesia, a escrita, o meu trabalho artistico eu o encaro de forma humilde, mais como uma missão, e as vezes ate como uma obrigação social, cultural, humanitaria, comunitaria e/ou individual da minha parte, pois que cada livro que escrevo vem como inspiração e os ofereço ao mundo ou a quem possa receber de mãos abertas... e vejo que há pessoas que realmente conseguem enxergar isso como uma oferenda, e nada mais. Abençoados são, pois bem suado o labor, e bem pequeno o pão, porem, bem sano o louvor a Arte como dádiva divina.

Parece que a cada obstáculo eu me sinto mais forte, que a cada problema que volta para mim estou mais pronta a avançar e a vencer.

Eu passei por varias experiências, e dificuldades diversas, e tudo isso me deu mais motivos para continuar meu caminho, e ter ainda mais confiança e fervor para transpor os obstáculos e sair vitoriosa!

Quando não há obstáculos para nos ater, vem a apatia e o comodismo, a imobilidade, o conforto do recuo, o aconchego preguiçoso e fútil. Quando não há para quê lutar o corpo se desfalece, amolece e cai por terra. Ele simplesmente se entrega a lei da gravidade. Eu agradeço a Deus por ter a necessidade de estar sempre vencendo a mim mesma, superando-me sempre, e nunca desistindo, mesmo que as vezes assim pareça, ao menos ao lado exterior (pois que dentro tenho a chama acesa e que nada há de apagar, assim que dura para sempre) e lutar para uma melhor condição de existência, e assim estar em constante evolução. E isso o que me faz renascer a cada manhã, com um sorriso nos lábios, e a vontade incessante de continuar a batalha pelos meus ideais, e me realizar. Isso me deixa com o corpo mais forte e minha alma mais leve e ensandecida de gloria!

Mas quem será essa mulher que se expoe tanto, que tem tanta força no fundo de sua alma?

Quem é esta mulher?

Sou apaixonada pela vida. Meu poder vem desta paixão que sinto pela vida. E eu preciso me interessar pela vida, apaixonadamente. Tudo o que eu vivo, vivo com paixão, intensamente. A dor, o amor, os sentimentos mais profundos, tudo isso faz com que eu me sinta humana, faz com que eu viva plenamente. Esta a diferença entre viver e ser vivido, viver pelo entusiasmo, ou por automatismo, como uma maquina, comandada pelo imediatismo, pelos interesses externos, ou se mover pelos desejos interiores que nos fazem vencer nossas próprias limitações, e nao tanto esperar, mas mover-se na esperança de um futuro mais digno, a grandeza da humanidade, a gloria do mundo inteiro. Eu vejo poesia na vida! Eu a vivo intensamente, sem cessar, e sem medo. Vejo muito mais do que a carcaça do ser, muito alem que sua semente...Eu vejo possibilidades...E eu faço poesia disso:

'Vejo a essência...
da própria existência,
que produz o fruto
da nova quintessência...'

Mas quem é que sou eu senao fruto de milenios e milenios de evolucao constante, em uma marcha incessante até a fonte, uma mulher que ama a poesia e a vida, que é a própria e a mais bela, pura e doce poesia de todos os tempos, a poesia viva encarnada em um ser singelo, que detém nela própria a mais rica fantasia? Chama e aclama na calma da chama tenra e terna, eterna, chamada Vida.

8.10.08

Arica: cultura milenar

Fui a exposicao precolombiana no Palacio de la Moneda aqui em Santiago no Chile e que termina agora esse domingo, dia 12 de outubro. Dahi se pode realizar o quanto o povo que vivia nessa regiao era desenvolvido em muitos fatores e, muito antes da invasao dos europeus, eles usavam utensillios domesticos, ferramentas, vestuarios e rituais de alto nivel tecnico e operativo. Apesar de tudo isso, eles foram praticamente dizimados e com isso muito do que eles eram e faziam, ou seja, uma vasta gama de conhecimentos sobre esses povos foram pulverizados com eles. Uma pena. Por isso me surpreende essa exibicao e claro que nao poderia perder e deixar de compartilhar essa riqueza de cultura.



No periodo arcaico, ha mais de 10.000 anos, os povos do litoral de Arica usavam a tecnica de mumificacao para conservar os corpos dos seus mortos com praticas funerarias bastante avancadas.